16 agosto, 2008

“Homo Andróides”


Tenho andado desacreditado na felicidade, que por incrível que pareça, talvez não dependa só de mim para possuí-la. Assistindo ontem um comercial talvez genial da Jonhnie Walker do robô que queria ter sentimentos, que apesar de ser imortal, não via graça em sua vida, pois não podia amar, e que para nós simples mortais, poderemos alcançar essa imortalidade basta fazer uma coisa notável. Andando meio pra baixo, me senti na pele deste pobre robô. Não que eu não tenha sentimentos, tenho. Não que eu também não ame, mas não amo como as pessoas amam. Sim, pois pra mim o amor está banalizado. Esse robô quer ser humano enquanto nós queremos ser este robô, fazendo coisas notáveis, buscando sucesso, fama e dinheiro na tentativa de entrar de alguma forma na história. Infelizmente esquecemos o que o robô tanto quer: Amar. Tudo é banal. O egocentrismo humano acabará este sentimento belo que existia. As relações de afeto entre humanos torna simples a utilização do “eu te amo” quando não há nada mais do que um desejo de satisfação sexual e/ou de necessidade de ambas as partes. Este amor que como diria Jabor “dura umas três capas de “Caras”. Tudo tão seco, tão frio. Minha frieza é reflexo desta sociedade. Não quero dizer “eu te amo” para qualquer uma. Acho isto imundo, insano e até medíocre. Quero hesitar muitas e muitas vezes e dizer apenas um “te adoro”. Tenho uma idéia de que amor é eterno. Não acaba. Não dura três revistas. E até as mulheres, seres que considero místicos e até superiores ao homem, se entregam a essa falsa emoção, a esse falso amor, para depois fingirem que estão desconsoladas e se tornando o que chamo de “Homens Sem Membros”, vivendo sem amor em torno apenas do sexo. Tudo tão claro. Elas que deveriam ser inatingíveis, musas inspiradoras de “eus”-poéticos, amando e sendo amadas se tornam o que nós homens chamamos de “piriguetes”. O pior disto tudo é que elas acham isso natural. Que estão no século XXI, e que homens e mulheres têm direitos iguais. Puff... Acabam com a própria magia, o encanto só delas e culpam o avanço desta sociedade, altamente hipócrita. Fingem acreditar no amor até darem um pé na bunda ou levarem um. O Amor egocêntrico, esse Narcisismo exacerbado que nos levará a nada. Ontem durante minha reflexão diária noturna pensei comigo mesmo: se você tivesse um pedido para fazer a um gênio da lâmpada, o que pediria? Pensei muito. Possíveis respostas apareceram rapidamente como dinheiro, fama, sucesso, mulheres... Tudo que parece trazer felicidade. Mas isso não me traria a felicidade por completo... Mas afinal o que é felicidade? Para muitos é tão fácil conseguir - lá mesmo sem dinheiro e status, outros possuem grana e fama embora não sejam felizes. Voltando a minha primeira pergunta o pedido, o que queria era ser normal, neste mundo louco e fingido, nesta eterna ficção, neste faz de conta magnífico de uma sociedade futurista sem futuro nenhum. Queria apenas racionalizar menos, “amar” mais, não o Amor que existia outrora, mas este “amor” banal tipo século XXI. Queria deixar emoções me levarem e ser menos “robô” e mais “Humano”. O que somos? “Homo Andróides”.

4 comentários:

Palavra de Mulher disse...

hum..

"o nosso amor a gente inventa, pra se distrair"

...

Mimaaaa! disse...

Minnino, o que é isso???
Esse texto é fabuloso, concordo totalmente com vc...
Especialmente no que diz respeito "ao faz de conta da sociedade futurista sem futuro algum"...

juca disse...

caraca mermão vc escreve mto bem

parabns, isso é muito real,

pensam q amam até dar ou levar um pé na bunda,

homo android,

parabens

julio melo...

gabriella disse...

Menino...
Escreves muito bem...!
E eu concordo com cada palavra tu. Acho que algumas mulheres estão interpretando erradamente essa idéia de igualdade entre os sexos. Elas se espelham nos 'defeitos' e não nas qualidades. E também acho que podemos esperar um pouco para achar o suposto 'amor eterno' e dizer um 'Te amo' que valha a pena ser dito.