30 abril, 2013

Singularidade


“Depois de você, os outros são os outros e só...”. Algumas pessoas são incomuns. Incomuns pelo simples fato de não pertencerem à normalidade, a casualidade, e especialmente a fatalidade de serem iguais aos outros. E ela era. Única. Ninguém entenderia a mim. Não se eu explicasse. Sempre me perguntaram o que ela tinha de tão especial. Por que me prenderia e tornar-me-ia tão dependente dela? Por que sendo eu tão único também? Talvez, nenhuma palavra possa descrever tão bem ela o quanto ela mesma, em carne e osso, e espírito. Uma áurea divina, impar. E um jeitinho. Sim jeitinho. A forma de andar extremamente tímida olhando para o chão. A forma única de proteger os olhos mínimos diante de qualquer luz que a fizesse chorar. O momento em que estudava com sentada sobre as pernas e o mordendo a tampinha plástica do grafite. Quando sorria para mim ao se maquiar em frente ao espelho. A pulseirinha que tinha uma pimentinha no braço esquerdo. A forma de pedir beijinhos e dizer que queria mais. A forma de se desequilibrar ao abrir um portão pesado. E quando dirigia pisava no acelerador com apenas o dedão. Tinha charme na hora de tentar girar um volante sem direção hidráulica. Bem como quando passava a marcha e passava o dorso da mão sobre meu rosto. Essa era a definição da palavra singular.

3 comentários:

Anônimo disse...

Sortuda ela, digo, Sortudo você por ter o sentimento mais lindo do mundo! Texto PERFEITO!!

Anônimo disse...

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