20 junho, 2009

Crônica do Fontes

São exatamente 6:49 da manhã do dia 19/05/09. Eu não entendo o por que ou até mesmo se há uma explicação racional para eu estar acordado e digitando estas palavras. Talvez não haja motivos ou razões para tal fato apenas há emoção. Acordei a princípio com frio e mesmo com os dois lençóis não consegui pegar o embalo de um sono novamente. Talvez por que ontem meu emocional tenha sido abalado novamente. Talvez por que hoje eu compre ou agende a data do meu embarque para Genebra. Ou simplesmente por perder o sono e ir ver como é a vida de quem acorda as 5:00. Estranho primeiramente o silêncio às vezes quebrado por galos cantando, junto a pássaros e as vezes som de pombos voando pra se proteger da chuva. Não precisei nem olhar a janela pra perceber o quanto de vida já há as 5 horas da matina. Tomei coragem e levantei com os olhos mais uma vez cheios de lágrimas ao acordar. Acho feio chorar na frente dos outros por que pra mim é um sinal de fraqueza. Choro só. Fui ao banheiro olhei meu rosto inchado e com os olhos vermelhos característicos de quem acabara de chorar. Lavei meu rosto e fui deitar no sofá. Estranho que minha gata também estranhando o fato de me ver de pé aquela hora da manhã foi ao meu encontro, deitou ao meu lado a princípio sem interesse de chupar o dedo (Mania que ela tem, pois ela foi tirada do peito). Fiz carinho enquanto ela me olhava e depois ela virou de costas e ainda fazendo carinho percebi que ela “ronronava”. Dei um leve sorriso. Voltei ao quarto para pegar um lençol e me cobrir. Não estou acostumado com a temperatura desta hora da manhã. Cobri-me e tentei cochilar, mas uma espécie de saudade futura começou a me assolar. Lembrei de algumas pessoas que estão diariamente ao meu redor. De como essas pessoas talvez nem saibam o quão importante elas são. Pensei desde a primeira pessoa do ônibus que me leva a Nazaré até ao meu “irmão” que também vai neste busão. Pensava “nela” também. Lágrimas voltaram a rolar sobre o meu rosto. Pensando que por um mês terei que curtir essas pessoas intensamente. Que quero ter lembranças mais que eternas delas. Por exemplo, as lembranças das tagarelices legais, de Clarissa que chamava de animadora da parada, mas que dormia logo que sentava no busão, de Sérgio o presidente da oposição que aprendi a respeitar com o tempo. O quase sério e as vezes confuso e sempre apaixonado Josemir. Como os sorrisos de Flávia e Suzaninha que mal falo no busão, mas que ganhava ao embarcar no coletivo. Como a cara de poucos amigos de Ben Hur que deve ser legal, mas nunca trocamos uma idéia. A cara fechada de Késia que sempre esconde o belo sorriso que ela tem. O primeiro aperto de mão que ofereço ao entrar no busão ao meu amigo Osvaldo, vulgo Timbalada. Lembro também de acenar de leve a com a mão para Érika e Leonaria. Está última pegava o busão na mesma parada que eu, mas mudou-se neste meu último mês.Tinha Lane sempre nos cobrando independente do dia. Do primeiro sorriso de morder as orelhas, que era retribuído igualmente por Lívia e Mirelle. Do “gato selvagem” de Pri a me ver com ansiedade para ver Clarissa também. Do belo sorriso recebido em troca do carinho na cabeça que dava em Marcinha. Do sorriso amarelo e engraçado de Marcella acompanhado de uma pergunta de como estava geralmente. Do véi de Aline que sentava ao lado de Malu que era uma pessoa que de alguma forma marcou e espero que marque ainda mais a minha vida. De Luiz a quem chamava de Bahuan, sempre estudando fichas independentemente do dia ou se era semana de prova e que sentava ao lado de Magaiver que sempre dormia de boca aberta quando não estava estudando também. De Salomão sempre me chamando carinhosamente de Douguinho. Lembrança de Ednardo com suas dancinhas e suas palhaçadas de sempre, e falando em dancinhas também lembrarei das coreografias de pagode de Bruno Oião!. Lembro de Ivan ajeitando o cabelo e a barba com aquela modéstia de Ivan. Na sequência vinha Tati que sempre me dava um belo sorriso e que tinha uma característica marcante que era o perfume e Eugênio que era temido por muita gente em Nazaré inclusive por mim, mas que era uma pessoa maravilhosa comigo e que mudou o medo por respeito. Vinham nas cadeiras de trás Alemão que me lembrarei pela paixão pelo Glorioso Clube Náutico Capibaribe e Eliza a qual estudei na 7ª série mas só vim a ter conversas de cunho interessante ao entrar na faculdade. Mais atrás cumprimentava com um beijo nas mãos, a bela e por que não adormecida Suzanny. Mais atrás tinha Lorena que chamava de doideira e que dava apenas um boa noite, pois ela era muito mas muito fechada. Vinha Charliton depois, que só por ter um nome desses já deveria ser exclusivo. Coronel, sempre falando geralmente com Eduardo e Bené os quais interrompia pra apertar a mão. Eduardo se caracterizava pela inteligência política e pela cara de safado que fazia ao apertar minha bunda rindo, e Bené chamava a atenção por ser um tipo diferente, mas sem chegar a ser estranho (Talvez sua particularidade fosse a meinha azul de estrelinha que guardava seu celular). Ainda tinha Sanderson que apertava minha mão bem forte e que gostava muito, Julio que conhecia mais das loucuras de congressos, e Renata uma ruiva de belos olhos claros que sempre sorria pra mim e me dava boa noite. Depois já sentado no meu lugar ao lado de Marcella, subiam Talles o que me dava vontade de rir só em olhar pra ele. Seu Lula, que sempre apertava minha mão e era o cara mais invocado de Naza, Anatália que sempre me dava um pequeno sorriso acompanhado de um aceno. Subia logo após eles Daisy minha companheira de sala no ônibus sempre me dando um “boa noite” com atenção especial. Tinha ainda uns feras estranhos, Iraquitan que era super simpático comigo, mas era um tanto louco, tinha Elcimar o Bozo, que sempre apertava minha mão e eu sempre mandava junto com os caras ele abraçar o pai, tinha Dalton que sempre vestia preto e fumava muito, uma fera de Biologia que nem sei o nome, tinha uma bela loira que sempre me sorria com uma simpatia impar para ilustres desconhecidos. Enfim, sentirei saudades da vossa Cia diária. Abraço a galera do Fontes!

2 comentários:

sergio_cmj_dm disse...

é velho, a vida é engraçada, as vezes pessoas que nem imaginamos começam a entrar em nossas vidas e acabam se tornando amigos... e quanto ao presidente da opisição... é a vida né!? graças a Deus, ninguém pensa da mesma forma.
abração velho, até depois!
Sérgio.

Eliza Andrade. disse...

o fontes sentirá saudades suas também! fique certo disso!!! e eu... muuuito!