20 junho, 2009

Crônica do Fontes

São exatamente 6:49 da manhã do dia 19/05/09. Eu não entendo o por que ou até mesmo se há uma explicação racional para eu estar acordado e digitando estas palavras. Talvez não haja motivos ou razões para tal fato apenas há emoção. Acordei a princípio com frio e mesmo com os dois lençóis não consegui pegar o embalo de um sono novamente. Talvez por que ontem meu emocional tenha sido abalado novamente. Talvez por que hoje eu compre ou agende a data do meu embarque para Genebra. Ou simplesmente por perder o sono e ir ver como é a vida de quem acorda as 5:00. Estranho primeiramente o silêncio às vezes quebrado por galos cantando, junto a pássaros e as vezes som de pombos voando pra se proteger da chuva. Não precisei nem olhar a janela pra perceber o quanto de vida já há as 5 horas da matina. Tomei coragem e levantei com os olhos mais uma vez cheios de lágrimas ao acordar. Acho feio chorar na frente dos outros por que pra mim é um sinal de fraqueza. Choro só. Fui ao banheiro olhei meu rosto inchado e com os olhos vermelhos característicos de quem acabara de chorar. Lavei meu rosto e fui deitar no sofá. Estranho que minha gata também estranhando o fato de me ver de pé aquela hora da manhã foi ao meu encontro, deitou ao meu lado a princípio sem interesse de chupar o dedo (Mania que ela tem, pois ela foi tirada do peito). Fiz carinho enquanto ela me olhava e depois ela virou de costas e ainda fazendo carinho percebi que ela “ronronava”. Dei um leve sorriso. Voltei ao quarto para pegar um lençol e me cobrir. Não estou acostumado com a temperatura desta hora da manhã. Cobri-me e tentei cochilar, mas uma espécie de saudade futura começou a me assolar. Lembrei de algumas pessoas que estão diariamente ao meu redor. De como essas pessoas talvez nem saibam o quão importante elas são. Pensei desde a primeira pessoa do ônibus que me leva a Nazaré até ao meu “irmão” que também vai neste busão. Pensava “nela” também. Lágrimas voltaram a rolar sobre o meu rosto. Pensando que por um mês terei que curtir essas pessoas intensamente. Que quero ter lembranças mais que eternas delas. Por exemplo, as lembranças das tagarelices legais, de Clarissa que chamava de animadora da parada, mas que dormia logo que sentava no busão, de Sérgio o presidente da oposição que aprendi a respeitar com o tempo. O quase sério e as vezes confuso e sempre apaixonado Josemir. Como os sorrisos de Flávia e Suzaninha que mal falo no busão, mas que ganhava ao embarcar no coletivo. Como a cara de poucos amigos de Ben Hur que deve ser legal, mas nunca trocamos uma idéia. A cara fechada de Késia que sempre esconde o belo sorriso que ela tem. O primeiro aperto de mão que ofereço ao entrar no busão ao meu amigo Osvaldo, vulgo Timbalada. Lembro também de acenar de leve a com a mão para Érika e Leonaria. Está última pegava o busão na mesma parada que eu, mas mudou-se neste meu último mês.Tinha Lane sempre nos cobrando independente do dia. Do primeiro sorriso de morder as orelhas, que era retribuído igualmente por Lívia e Mirelle. Do “gato selvagem” de Pri a me ver com ansiedade para ver Clarissa também. Do belo sorriso recebido em troca do carinho na cabeça que dava em Marcinha. Do sorriso amarelo e engraçado de Marcella acompanhado de uma pergunta de como estava geralmente. Do véi de Aline que sentava ao lado de Malu que era uma pessoa que de alguma forma marcou e espero que marque ainda mais a minha vida. De Luiz a quem chamava de Bahuan, sempre estudando fichas independentemente do dia ou se era semana de prova e que sentava ao lado de Magaiver que sempre dormia de boca aberta quando não estava estudando também. De Salomão sempre me chamando carinhosamente de Douguinho. Lembrança de Ednardo com suas dancinhas e suas palhaçadas de sempre, e falando em dancinhas também lembrarei das coreografias de pagode de Bruno Oião!. Lembro de Ivan ajeitando o cabelo e a barba com aquela modéstia de Ivan. Na sequência vinha Tati que sempre me dava um belo sorriso e que tinha uma característica marcante que era o perfume e Eugênio que era temido por muita gente em Nazaré inclusive por mim, mas que era uma pessoa maravilhosa comigo e que mudou o medo por respeito. Vinham nas cadeiras de trás Alemão que me lembrarei pela paixão pelo Glorioso Clube Náutico Capibaribe e Eliza a qual estudei na 7ª série mas só vim a ter conversas de cunho interessante ao entrar na faculdade. Mais atrás cumprimentava com um beijo nas mãos, a bela e por que não adormecida Suzanny. Mais atrás tinha Lorena que chamava de doideira e que dava apenas um boa noite, pois ela era muito mas muito fechada. Vinha Charliton depois, que só por ter um nome desses já deveria ser exclusivo. Coronel, sempre falando geralmente com Eduardo e Bené os quais interrompia pra apertar a mão. Eduardo se caracterizava pela inteligência política e pela cara de safado que fazia ao apertar minha bunda rindo, e Bené chamava a atenção por ser um tipo diferente, mas sem chegar a ser estranho (Talvez sua particularidade fosse a meinha azul de estrelinha que guardava seu celular). Ainda tinha Sanderson que apertava minha mão bem forte e que gostava muito, Julio que conhecia mais das loucuras de congressos, e Renata uma ruiva de belos olhos claros que sempre sorria pra mim e me dava boa noite. Depois já sentado no meu lugar ao lado de Marcella, subiam Talles o que me dava vontade de rir só em olhar pra ele. Seu Lula, que sempre apertava minha mão e era o cara mais invocado de Naza, Anatália que sempre me dava um pequeno sorriso acompanhado de um aceno. Subia logo após eles Daisy minha companheira de sala no ônibus sempre me dando um “boa noite” com atenção especial. Tinha ainda uns feras estranhos, Iraquitan que era super simpático comigo, mas era um tanto louco, tinha Elcimar o Bozo, que sempre apertava minha mão e eu sempre mandava junto com os caras ele abraçar o pai, tinha Dalton que sempre vestia preto e fumava muito, uma fera de Biologia que nem sei o nome, tinha uma bela loira que sempre me sorria com uma simpatia impar para ilustres desconhecidos. Enfim, sentirei saudades da vossa Cia diária. Abraço a galera do Fontes!

22 março, 2009

Carnaval...(atrasado)


Oh quanto riso, Oh quanta alegria, mais de mil palhaços no salão... Na verdade bem mais que mil palhaços. Acho que esta letra define bem o que é o carnaval(ou pelo menos parte dele). Pessoas se livrando dos problemas e vivendo loucamente esta festa mesmo que sejam por alguns dias. Músicas velhas e saudosistas (e novas também), mas que parecem verdadeiros sucessos de um ano inteiro, pois mesmo (principalmente) com as drogas (Lícitas e ilícitas) são cantadas com um fervor admirável. Brincam todos, do rico ao pobre, das crianças aos velhos, do feio ao belo... Ah o Carnaval, de bocas que se procuram insaciavelmente sem muito lero-lero, apenas por que convém a esta época do ano. O carnaval em que homens cheios de problemas encontram uma evasão para os mesmos, pelo menos momentaneamente, e esquecem-se de procurar soluções, adiando as por 4 dias. Carnaval de paixões de 4 dias, que as vezes renascem das cinzas no ano seguinte... Carnaval que me deixa saudosista a cada quarta feira de cinzas ingrata, quando acaba com a nossa folia... E como diria um comercial de cerveja (Skol): “Carnaval é coisa pra bobo, feito eu e você”. Por este motivo, viva o carnaval. Viva a Vida... E para refletir vou deixar 2 (3) frases. A primeira é a letra de um frevo de bloco, e um trecho que gosto muito: “A nossa vida é um carnaval, a gente brinca escondendo a dor”. Espero que consigamos viver não só o Carnaval mais intensamente, e que cada vez mais escondamos as nossas dores. Neste carnaval, vi de tudo um pouco, vi sorrisos, sacanagem, lágrimas, e vi uma coisa que jamais vou esquecer (por mais besta que seja)... Estava na torre Malakoff quando me deparei com um redemoinho de vento que fazia confetes subirem, juntamente com um copo descartável... A cena não durou mais do que 30 segundos mais foi o suficiente para recordar do filme Beleza Americana (a cena do saco plástico), e da mensagem que é passada pelo personagem principal o senhor Lester Burnham quando ele morre. Ele relata que só pela forma como ele morreu, já era o suficiente pra ele ficar puto da vida, porém que há tanta beleza neste mundo, que a vida é bela. Assim passaram os momentos que ficaram eternizados em sua mente no mini-flashback antes de sua morte. É dito ainda no filme que “Isso pode não fazer nenhum sentido para você agora, mas fará um dia.” Por isso, peço-vos que eternizem cada momento da vida. Venho fazendo isso. Os momentos são únicos (e eternos). A segunda frase que deixo para a reflexão é uma que vi num jornal que custa 25 centavos (nem tudo é o que parece... O jornal é Mara.). A frase ficava na sessão de humor e vinha como reflexão mesmo. Era assim “A gente nasce sem pedir, e morre sem querer. Aproveite o intervalo.” Despeço-me então com um CARPE DIEM ou simplesmente HAKUNA MATATA.

P.S: Ao clicar no título, você verá a cena do saco plástico.


Gilberto Junior

21 janeiro, 2009

Voltando de um fatídico jogo nos aflitos


Voltando de um fatídico jogo nos Aflitos, deparo-me com integrantes da “torcida organizada”(Desorganizada!) Fanáutico brigando entre si e com seus aliados. Confusão sem motivo na Agamenom Magalhães. O motivo?! Algo que não vai mudar em nada o resultado do jogo, e nem vai melhorar em nada nossas vidas. Acho que está é a maior tolice do ser humano. O seu instinto de querer aparecer mais que o normal e causar pânico em pessoas que não tem nada haver com tal confusão. Pura babaquice. E na maioria das vezes não são torcedores. São marginais vestidos com cores dos times dos seus corações. Chegando ao Derby, estes “Animais” (se é que posso chamá-los assim...) ainda causavam pânico a quem passava pelo local. Chegavam os ônibus que paravam e estes falsos torcedores subiam pela última janela do ônibus, sem pagar passagem e por que não assustando os passageiros comuns que estavam na traseira do coletivo. Nunca fiquei tão feliz, depois dos sustos que tomei nesta noite (tudo bem que sou meio mole!). O batalhão de choque chegou e viu a cena. Agora imagine um busão cheio de policiais (que devem amar trabalhar num domingo e num jogo de um rival, pois pela forma de como batiam nos “torcedores” eram rubro negros!). Já viu que quem entrou pela janela desceu debaixo de “cacete”, ou melhor, de cassetete. Não acho legal a polícia bater daquela forma, mas naquela hora me senti feliz com a não impunidade mesmo que momentânea que ocorrerá ali, diante dos meus olhos (momentânea, pois sei que no próximo jogo, mesmo apanhando, as figurinhas continuarão fazendo a mesma coisa). Pra coroar com chave de ouro (Ou de bosta como queiram!), subi num CDU/Boa viagem/Caxangá, que voltava da praia (Não preciso dizer que estava lotado preciso?!) e cheio de figuras do mal posso dizer assim (pra não dizer outra coisa). Quando subi no busão com minha camisa do Náutico e ultrapassei a catraca (que arrependimento!) começaram a cantar musiquinhas indecorosas com o meu time que sempre tinham como rima o meu orifício anal. O cobrador disse que não deveria ter passado a catraca (embora na sua cara estivesse estampada uma felicidade tranquilizadora por ter um novo bode expiatório para as musiquinhas, que outrora eram relacionadas ao “defecador” dele...e do motorista). Tive medo de apanhar de “torcedores” que habitavam o DETRAN e eram da uniformizada do rival do meu Clube. Contei umas quatro peças com a camisa da Jovem (Se a Fanáutico já não presta, a Jovem então só não tem flor que se cheire!). Os “passageiros” gritavam e até brigaram dentro do busão, causando pânico e histeria. Já os passageiros comuns, preferiam fingir que tudo é normal e que era apenas mais um jogo e mais uma volta conturbada do trabalho. Já eu tentava entender aquela situação embaraçosa, e tentava calcular o QI daqueles seres, tanto do ônibus, quanto os “torcedores” da Fanáutico. Não os julgava (Talvez os julgasse!) apenas tentava entender o porquê de tudo aquilo, ou achar culpados. Acabei por desistir e aceitar. Situação engraçada?! No mínimo rotineira. É só pegar um coletivo (recomendo esta linha) em dia de jogo. Talvez assim vocês me entenderão.


Pra ver um vídeo da pior tocida daqui de Recife clique no título!

abraços!

27 dezembro, 2008

Música da Semana: Happy Christmas(War is Over) Trad.

E então chegou o Natal
E o que você fez?
Outro ano se passou
E um novo acabou de começar

E então chegou o Natal
Espero que você se divirta
Com os próximos e queridos
Os velhos e os jovens

E um muito Feliz Natal
E um próspero Ano-Novo
Vamos rezar para que ele seja bom
Sem medo nenhum

E então chegou o Natal
Para os fracos e os fortes
Para os ricos e os pobres
A estrada é tão longa

E então Feliz Natal
Para negros e brancos
Os amarelos e os vermelhos
Vamos todos parar de brigar

E um muito Feliz Natal
E um próspero Ano-Novo
Vamos rezar para que ele seja bom
Sem medo nenhum

E então chegou o Natal
E o que você fez?

Jonh Lennon, mas cantada por Damien Rice se clicar no título.

Feliz Natal?!



Este Natal foi um tanto quanto diferente dos Natais de outrora. Não fiquei ansioso, nem liguei pra falar a verdade. Este ano estou aguardando 2009 apenas por aguardar... Como se fosse apenas mais um ano, embora tenha certeza que vai ser muito diferente dos que já vivi. Terei responsabilidades... Mas voltando ao Natal, antes (muito antes mesmo) esperava o papai Noel com ansiedade. Arrumava meu quarto e colocava meus sapatinhos e meias na janela e tentava não dormir aguardando o bom velhinho. Sempre sem sucesso. Acordava com bons presentes na minha cama e os sapatinhos no lugar. Brincava sem a frustração de não ter conhecido o ser mais místico do Natal. Bate um saudosismo. Certo dia eu ganhei uma bicicleta de Natal e meu pai frio como sempre me quebrou o encanto e tornou real minha desconfiança da não existência do velho Noel. Meu pai chegou com a bicicleta eu abri a porta e perguntei por que papai Noel não havia esperado de Madrugada. Ele disse que quem havia comprado a bicicleta era ele. Não queria dar os méritos do seu suado trabalho para uma figura que nem existia. Apenas sorri. Bate um saudosismo desta época. Ou já mais velho quando não ganhava mais presentes de Natal, mas ficava ansioso para vestir minhas novas roupas na Ceia com a família. Ou até na época de nervosismo, na qual esperava o resultado da escola, mais exatamente o resultado da recuperação. Hoje não tenho esse tipo de preocupação. Cada vez menos ligo para o Natal. Pra falar a verdade gosto cada vez menos. Uma época capitalista, onde pessoas fingem receber um tal de espírito Natalino para serem boazinhas, por uma semana apenas. Depois voltam a realidade cruel e ninguém mais ajuda ninguém. Este Natal também foi diferente por uma besteira que senti falta... (Muita falta), minha mãe foi operada e não armamos a Árvore de Natal e nem o presépio. A casa ficou vazia, e a gata sem ter com o que brincar. Acho que a pobre da gata foi quem mais sentiu falta do Natal. Mas assim como as pessoas, ela também perdeu o encanto. Nem a ceia foi a mesma. Meu pai chegou atrasado, mas ainda sim foi o primeiro e com fome e já alterado por algumas doses de uísque, atacou o peru e o deixou sem coxas e asas (O que garantiu a piada do meu tio em chamar o peru de Peru aleijado). No fim das contas todo mundo jantou individualmente e não houve reza e nem ceia. O que pra mim era ainda podia ser o Natal, virou o encontro familiar do dia 25... mas já vale. Aguardo agora o Réveillon, onde todos fingem esquecer os problemas de 2008 e de 2009 que virão. Vou começar enchendo a cara de Sidra (A melhor parte da virada de ano). A todos um Feliz 2009 e boas festas por que não!


26 outubro, 2008

Música da semana: P5hng me A*wy (tradução)


P5hng me A*wy (tradução)

Quando eu olho em teus olhos
Não há nada para ver
Nada mais que meu próprio erro
Fitando de volta para mim

Eu menti para você
Este é o último sorriso
Que eu vou fingir pelo sacrificio de estar com você

(Tudo cai distantemente/Até as pessoas que nunca reclamam
Geralmente se esgotam/Tudo tem que acabar)
Pelo sacrifício de estar com você
(Voce logo irá perceber que estamos com o tempo esgotado/Olhe tudo se desenrolar/
Tudo cai distantemente/Até as pessoas que nunca reclamam/
Geralmente se esgotam)
O sacrifício nunca é reconhecido
Refrão:
Por que eu fico aqui quando você apenas me afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim

Eu tentei como você
Em fazer tudo o que você queria
Esta é a última vez
Que eu vou ter a culpa pelo sacrifício de estar com você
(Tudo cai distantemente/Até as pessoas que nunca reclamam/
Geralmente se esgotam)
O sacrifício de esconder uma mentira
(Tudo tem que acabar/Você logo perceberá que estamos com o tempo esgotado
Para olhar tudo se desenrolar
O sacrifício nunca é reconhecido

(Refrão)

(Essa psicologia, falhando miseravelmente, é tão duro ser deixado sozinho..
estou te dizendo que é a unica chance para mim, não tem nada deixado mas encare o tempo)

Quando eu olho em teus olhos
Não há nada para pra ver
Nada mais que meu próprio erro
Fitando de volta para mim me perguntando...

(Por que, o sacrifício de esconder uma mentira, o sacrifício nunca é reconhecido)

(Refrão 2x)


Linkin Park- P5hng me A*wy (tradução) - Live in Texas
Clicar no título pra escutar! Recomendo!

24 outubro, 2008

Quanto custa uma bala ?! (Sociedade)


Sociedade, Argh! Como tenho embrulhos estomacais ao ouvir tal palavra! Como insistimos em viver todos juntos, fingido estar em paz e que “concordamos” com tudo mesmo sendo tão diferentes? Irrita-me essa “perfeição” fingida. Separamo-nos por tudo: Sexo (também estou contando com os homossexuais!!), Idade, Classe Social, Religião, e até clubes de futebol... (essas duas últimas nos animalizam!) , Mata se e morre-se por religião, e torcidas (especialmente as organizadas) vivem se agredindo física e moralmente. Somos Animais. ( ?!/ ! /? ) E o amor?! (só pra variar né?! ). Esta semana fiquei observando o caso Eloá Pimentel, e passei a ter mais um ângulo de visão sobre o amor. Tive a ideia* (a grafia ta correta depois da palhaçada da reforma ortográfica) de que o amor é contraditório e uma doença também. O contraditório já foi “explicado” na crônica “O Que é o Amor” (ele existe, surge, é um ideal, uma fantasia.). Já como doença, este caso me reabriu os olhos. Não sei se por loucura do Lindenberg ( o assassino filho da P*¨%$.) Um amor que existia de forma doentia inexplicavelmente na cabeça de um homem ciumento acabou de maneira trágica. O assunto Eloá ainda ecoa na mídia e me traz uma outra idéia* (meu protesto contra a reforma da língua Portuguesa), Segurança Pública. Segundo alguns especialistas a morte da adolescente e os danos (físicos e por que não psicológicos) a Nayara, poderiam ter sido evitados com apenas uma bala de um atirador de elite (Quanto custa uma bala?). Isso me deixa irritado, muito irritado. Tanto quanto ouço a palavra Sociedade (yuck!). Nos EUA, destruidor de sonhos (como devo chamar aquele FDP agora!), já estaria morto e tudo resolvido sem danos maiores. Porém nossa Burocracia ( Burocracia Mental eu diria!), acabou encerrando o caso de maneira caótica. Por isso que não saímos do lugar. Somos o novo gigante dos pés de barro (Em minha opinião somos o Gigante do Cérebro de Argila!). Isso tudo deve-se em parte a outra porcaria chamada Mídia (Argh!).Se a polícia atirasse (deveriam ter atirado em minha opinião!) fariam matérias do tipo “Sequestrador trabalhador é assassinado por polícia despreparada por lutar pelo amor da Ex!” (“Viva” o sensacionalismo.)/(quanto a polícia ela é despreparada mesmo). E o Pior de tudo isso?!?! A sociedade (Argh!) concordaria com isso e fariam protesto contra a polícia (que merece vários protestos assim como os governos). Hoje reclama da mesma forma da polícia dizendo que uma bala bastaria e salvaria uma vida inocente (Que Deus a tenha). Antes atirassem mesmo, pois uma bala custa pouco materialmente comparado a um caixão, custos hospitalares de ambas, o preço gasto com o canalha na cadeia...sem falar na dor dos parentes e amigos da jovem... Uma bala (Quanto realmente custa uma bala?![2] )... Mais uma vez pratico o meu conformismo diante da minha impossibildade de não poder fazer nada, e vou dormir esperando que a Sociedade (yuck, Argh!) acorde para sairmos do atraso mental ( burocracia mental soou melhor né?!) em que vivemos. No mais, sem mais.


Gilberto Junior

11 outubro, 2008

Música da Semana: The Professor (trad)


O Professor

Bem, eu não sei se eu estou errado
Porque ela acabou de ir embora
Um brinde à outro relacionamento
Bombardedado pela minha excelente raça de gametas
Eu tenho certeza que quando eu for mais velho, eu vou saber o que isso significa

Chorei quando ela deveria ela e ela riu quando ela pôde
Um brinde ao homem com a cara na lama
E um jogo nublado acabou de ser levado embora
Do amante apaixonado no centro do palco, yeah

Amar é legal se você tem tempo
De andar com pernas de pau no limite da sua mente
Amar é legal se o seu pinto é feito de madeira
E o pinto lá dentro só compreende metade dela

O que faz ela vir e o que faz ela ficar?
O que faz o animal correr, correr pra longe
O que faz ele cavalgar, o que faz ele permanecer
E o que agita o elefante agora
E o que faz um homem?

Eu não sei, eu não sei, eu não sei
Não eu não conheço você mais
Não, não, não, não...

Bem, eu não sei se eu estou errado
Porque ela acabou de ir embora
Porque essa merda de dia está demorando tanto?
Eu era um amante do tempo e uma vez ela foi minha
Eu era um amante com certeza, eu estava coberto de ervas

Chorei quando ela deveria ela e ela riu quando ela pôde
Mais perto de Deus é aquele que se apaixona
E eu caminho porque eu posso
Várias opções podem matar um homem

Amar é legal se isso não está na sua cabeça
Mas eu já me fodi com isso, várias vezes
Amar é legal se não é compreendido
Mas eu sou o professor
E eu sinto que eu deveria saber

O que faz ela vir e o que faz ela ficar?
O que faz o animal correr, correr pra longe e
O que faz ele coçar longe de suas agulhas
E o lado mais solitário da vara do ciumento

Eu não sei, eu não sei, eu não sei
Não, eu não sei, eu não sei, eu não sei
Não, eu não sei, eu não sei, eu não sei
Droga, eu não conheço você mais
Não, não, não, não...

Bem, eu não sei se eu estou errado
Porque ela acabou de ir embora
Um brinde à outro relacionamento
Bombardedado pela minha excelente raça de gametas
Eu termino isso com um pouco de vinho francês e queijo

A garota dança
Quando ela brinca comigo
E eu penso que a amo às vezes
O silêncio, não ousa dizer
Quando estamos juntos
Coloca as palavras
Em um pequeno descanso


Damien Rice - The Professor

Clique no título pra escutar!

A Flor


Em um instante pueril
Viajo em um jardim de flores
Essas pra mim não são belas
Pois a flor mais nela daquelas
Não se encontra em meu jardim
O qual só é lindo de dia
A noite é fria e sombria
E as flores se apagam no brilho
No brilho que vem da lua
A iluminar o lindo jardim
Durante a noite vira floresta
Floresta a qual guarda mistérios
Como uma fera isolada
Vivendo na noite apagada
Fera que procura
Mas não encontra
Pois a noite luta contra
O exalar da bela flor
De tão bela encanta a fera
E continua seu sofrer
Buscando razões para viver
E vivendo de tanto chorar
Tenta esta flor encontrar
Para quem sabe um dia
Seu feitiço quebrar
E no exalar desta flor
Talvez descubra o que é amar!


Gilberto Junior

12 setembro, 2008

Música da Semana: Nude (trad.)

Nu

Não tenha grandes idéias
Elas não vão acontecer
Você se pinta de branco
E sente-se com problemas
Mas ali estará alguma coisa faltando.

Agora que você encontrou, se foi
Agora que sente isso, não sentirá
Você vai sair fora dos trilhos

Então não tenha grandes idéias
Elas não vão acontecer
Você irá para o inferno pelo o que sua mente suja pensa.

Cantado algumas vezes por Thom:
Ela está totalmente despida e te chama para a cama
Não vá, você só vai querer voltar.


Radiohead (mais uma vez...) - Nude

Clicar no título pra ouvir no youtube

O Assalto


É verdade, caros leitores, entrei para a triste e enorme lista de assaltos no Recife. Ontem voltava da faculdade e vim andando como sempre fazia. Vi um cara mal encarado e atravessei à avenida, ele veio atrás dizendo que queria celular e carteira. Eu calmamente disse que estava sem celular e ele com a mão para trás fingindo ter uma arma dizia passa o celular e carteira, já com um tom de voz alterado. Nervoso, acabei “escapando” e dei apenas o meu “querido” V3. Dias depois do assalto, mais calmo, lembrei-me do pedinte. Não o de semanas atrás (também me lembrei dele), mas, do pedinte cego que adentrou no ônibus da volta do trabalho no mesmo dia. Tal pedinte trabalhava (mesmo sendo cego). Pedia ajuda para que as pessoas comprassem as pastilhas que custavam 0,50 centavos e disso ele tirava uma “merreca” no fim pra comprar os colírios de seus olhos. Já o meliante o qual me abordou se é que posso ou quero chamá-lo assim não tinha nem minha idade (embora não fosse tão novinho) e condições perfeitas para o trabalho, o que me dá mais ódio. Dois dias depois, passo pelo mesmo local desta vez de ônibus voltando do jogo. O mesmo estava lá tentando fazer novas vítimas. O que fazer­? Mandar “apagá-lo”? Dar um “corretivo” nele? Pensei seriamente nestas duas decisões. Convenceram-me de que apagá-lo não ia trazer meu V3 de volta. E Que espancando ele só ia trazer uma revolta pra ele, mas que ele não ia parar (se bem que essas duas opções me tirariam pelo menos um pouco a idéia de impunidade). O que fazer então?! É, já tentei mudar o mundo... Por fim cheguei à seguinte conclusão: O mundo está perdido. Não há solução. O jeito é me conformar ou tentar (sou conformista assumido). Comprar outro celular pra chegada de um outro “dono” e levar o suor de meus pais e por que não o meu, e também fazer parte desta sociedade (como tenho raiva ao ouvir tal palavra), em que até os que a comandam não prestam. Olho nestas eleições. Não vamos mudar o mundo, mas podemos melhorar. E quando, penso nestes safados lembro-me do ceguinho, da senhora que achou minha carteira e devolveu e volto a me iludir no que chamei de “Sociedade Futurista Sem Futuro”. Pra não esquecer, o conformismo é um mal...Mas já estou “conformado” com isso.

31 agosto, 2008

Música da semana: Fake Plastic Trees (Trad.)


Fake Plastic Trees (Árvores Falsas de Plástico)


Seu regador verde de plástico
para sua imitação chinesa de planta feita de borracha
na terra artificial de plástico
que ela comprou de um homem de borracha
em uma cidade cheia de planos de borracha
para se livrar de si mesma

Isto a desgasta, Isto a desgasta
Isto a desgasta, Isto a desgasta

Ela mora com um homem quebrado
um homem de polistireno rachado
que só se esfarela e se queima
Ele costumava fazer cirurgia
para garotas nos anos oitenta
mas a gravidade sempre vence

Isto o desgasta, Isto o desgasta
Isto o desgasta, Isto o desgasta

Ela parece verdadeira
Ela tem sabor verdadeiro
Meu amor artificial de plástico
Mas não posso evitar o sentimento
Eu poderia explodir através do teto
se eu simplesmente me virar e correr

E Isto me desgasta, E Isto me desgasta
E Isto me desgasta, e Isto me desgasta

Se eu pudesse ser quem você queria
o tempo todo
O tempo todo

Radiohead- Fake Plastic Trees

Escolhi esta música por casa do texto abaixo...
Para os que amam banalmente : Meu amor artificial de plástico...
hasushaushaushaushaushauhsua Brincadeira.

O que é Amor? Caros leitores...


Alguns leitores de minhas crônicas vieram “criticar”-me quanto à forma de como eu vejo o amor. Adoro os meus críticos. Sério mesmo. Estava conversando via MSN com Suelen, uma leitora e por que não crítica. Eu perguntei o que ela tinha achado dos ups meu blog, e ela disse que adorou uma das minhas crônicas (a de religião). Então perguntei do que ela achava do texto homo andróides. Ela disse que tinha uma opinião diferente do que é o amor (que por sinal é onde Breno também discordou de mim). Ela disse que o amor não era imortal. Retruquei dizendo que não achava o amor imortal e sim eterno. Ela disse que poderia se amar mais de uma pessoa e concordei com ela neste ponto. Ela disse também que você pode se apaixonar por quem você quiser. E que o amor pode acabar. Eu disse, mas se acabar não é amor. E onde chegamos... A outra dúvida. Ela disse que o amor existe, mas que podia acabar e apenas falei o amor não existe ele surge. A idéia de Homo Andróides era inicialmente criticar a banalização do amor que não é mais verdadeiro como o amor de outrora. Ela não tinha parado ainda pra pensar no amor como uma criação humana. Eu sempre vi o amor como uma criação. O amor é um ideal de nossa sociedade que é “sexualista”. Mas o que é o amor­­­? Ele existe? Ele surge? É um ideal? É uma farsa? De fato eu não sei o que é o amor. Ninguém sabe. Apenas fingimos saber, ou o contemplamos. Uma frase me deixa fascinado quanto ao amor: “Existe alguma coisa mais parecida com o Amor, do que a Morte?” que foi proferida numa minissérie de sucesso chamada “A presença de Anita”. O amor é um mistério, mesmo pra quem ama ou diz amar. O mais complexo dos sentimentos, talvez seja mais uma das criações humanas.Tantas vezes foi tentada uma descrição para esse sentimento. Mas por que foi criado, não quer dizer que ele não exista. Pelo menos na minha forma de pensar, o amor é uma “criação” eterna, que surge e é um ideal, numa sociedade (como eu tenho raiva desta) que finge amar visto que, nem todos amam de verdade apenas banalizam o “eu te amo” por que parece belo (logo o amor também pode ser uma farsa). No mais amem de verdade.


P.S: Grato não só aos críticos e mas aos que lêem e concordam como o caso da Gabriela (não conheço-a), do Júlio, da Pati, da Aline, do Yan entre tantos outros.


Gilberto Junior

22 agosto, 2008

Música da Semana: Deslizes.

Não sei porquê
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim
O que bem quer
Se ao teu lado
Sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei
Quem você é...

Eu sei de tudo
Com quem andas, aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi
Que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer
Você pra mim...

E como prêmio
Eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo
Tão antigo
E fecho os olhos
Para todos os teus passos
Me enganando
Só assim somos amigos...

Por quantas vezes
Me dá raiva de querer
Em concordar com tudo
Que você me faz
Já fiz de tudo
Prá tentar te esquecer
Falta coragem prá dizer
Que nunca mais...

Nós somos cúmplices
Nós dois somos culpados
No mesmo instante
Em que teu corpo toca o meu
Já não existe
Nem o certo, nem errado
Só o amor que por encanto
Aconteceu...

E é só assim
Que eu perdôo
Os teus deslizes
E é assim o nosso
Jeito de viver
E em outros braços
Tu resolves tuas crises
Em outras bocas
Não consigo te esquecer
Te esquecer...

Lá, lará lará, lá lará lará...
Lá lará lará....

Fagner - Deslizes.

Para escutar clicar no título.

O Pedinte. ** Homo Androídes II **


Bem, Essa semana foi bem interessante... Estava como sempre pensativo, e viajando em umas “paradas” (não uso drogas). Voltando da cansativa aula de inglês para meus “queridos” alunos, resolvi abrir um presente que ganhei de uma doce menina na terceira série. Era um chaveiro em formato de coração o qual tinha escrito a palavra LOVE. Detalhe de pelúcia. Admirei o presente por alguns segundos e o guardei com a mesma frieza que tive ao receber. Dei um abraço quase que seco na menina com um sorriso tímido e ficando todo errado com aquela situação completamente nova para mim. Era véspera de meu aniversário. Os alunos via Orkut e através de um comentário feito na minha primeira semana de aula, lembraram desta data simbólica. Cantaram parabéns me deram abraços coletivos e me parabenizaram. Isso me deixou feliz, mas não deixei essa felicidade aflorar, ainda tinha que dar aula, embora tenha sido legal tal recepção. Voltando para casa, adentra um pedinte no coletivo. Fato comum, mas pra mim me fez pensar mais do que na aula de Anahy. Ele deixou um bilhetinho na mão de cada um dos passageiros que dizia aquelas “lorotas” do tipo, eu não assalto, estou pedindo por que minha mãe está desempregada, e meu pai morreu etc. Enfiei a mão no bolso, tive pena ao ler o papel. Na verdade não pena, mas geralmente ajudo pessoas nesta situação. Peguei o troco da passagem adicionado a uns centavos. Quando olhei pra cara do pedinte soltei as moedas. Ele já tinha barba, tinha condições perfeitas para trabalhar. A mãe dele já devia ter mais de 60 visto que ele já tinha mais que 30 e tantos. Pensei comigo, ele pode trabalhar perfeitamente. Ninguém o ajudou e ele desceu do ônibus com a mesma cara que subiu. Depois pensei ninguém o ajudou. Esses centavos poderiam ajudar, ou talvez ele compraria cana ou drogas. Um “anjinho” falava que eu devia ajudar, o “diabinho” me parabenizou. Voltei a pensar no chaveiro até que reparei com um contador de homicídios no estado. Veio-me a cabeça aquele cara. Já que ele não conseguiu pedindo poderia começar a roubar e até matar um pai de família para conseguir o que ansiava, Dinheiro. Pensei no meu pai que poderia ser uma suposta vítima e tive remorso. Como se a culpa fosse minha do rapaz está ali (mas a culpa é em parte minha), e se pudesse voltava o tempo e dava o trocado, mesmo sem saber se num futuro ele ia comprar cana ou ajudar a família. Não importava mais. Só pensava naqueles números do contador, que banalizam a morte. Que a deixam comum. E que nos tornam cada vez mais animais. Ou melhor, cada vez mais robôs, pois animais não se matam banalmente. E animais não têm raciocínio lógico. Se bem que cada vez menos acredito que os homens também possuam isso. O que somos? O que seremos?. Sem resposta. Essa foi uma viagem “filosófica” do dia 19, véspera do meu aniversário.

Pensei em colocar Homo Andróides II, mas preferi colocar O pedinte.

Espero que gostem. Essa semana tem mais.

16 agosto, 2008

Música da semana: Jigsaw falling into Place (trad)


O quebra-cabeça se encaixa

Assim que você pega na minha mão
Assim que você anota o meu número
Assim que as bebidas chegam
Assim que eles tocam sua música favorita
E a conversa perde a graça
E você para de falar que nem uma matraca
Antes de você se cansar
Volta e se concentra
As paredes se derretem
E o seu sorriso do gato de alice
Desfoca tudo ao seu redor
Você tem uma missão aqui
Antes da coruja piar
Antes do animal gritar
Pras câmeras de segurança
Antes do coma alcóolico

Antes de você fugir de mim
Antes de você se perder no barulho
A batida não para, não para
A batida não para, não para
Na verdade eu nunca consegui
Sempre fingi que consegui
Quem precisa de instrumentos?
Palavras são balas perdidas
Vem e deixa rolar
Vem e deixa rolar
Vem e deixa rolar
Vem e deixa rolar
Antes de você fugir de mim
Antes de você se perder no barulho
E pegar o microfone
E sair dançando, dançando, dançando...

Os quebra-cabeças se encaixam
E não há nada pra explicar
Vocês se olham quando se cruzam
Ela olha pra trás, você olha pra trás
E não só uma vez
E não só duas vezes
Faça o pesadelo sumir
Faça o pesadelo sumir
Há uma luz escondida em você
Há uma luz escondida em você
E os quebra-cabeças se encaixam

Radiohead- Jigsaw Falling into Place - Cd: In Rainbows.

Para ouvir a música clicar no título...

“Homo Andróides”


Tenho andado desacreditado na felicidade, que por incrível que pareça, talvez não dependa só de mim para possuí-la. Assistindo ontem um comercial talvez genial da Jonhnie Walker do robô que queria ter sentimentos, que apesar de ser imortal, não via graça em sua vida, pois não podia amar, e que para nós simples mortais, poderemos alcançar essa imortalidade basta fazer uma coisa notável. Andando meio pra baixo, me senti na pele deste pobre robô. Não que eu não tenha sentimentos, tenho. Não que eu também não ame, mas não amo como as pessoas amam. Sim, pois pra mim o amor está banalizado. Esse robô quer ser humano enquanto nós queremos ser este robô, fazendo coisas notáveis, buscando sucesso, fama e dinheiro na tentativa de entrar de alguma forma na história. Infelizmente esquecemos o que o robô tanto quer: Amar. Tudo é banal. O egocentrismo humano acabará este sentimento belo que existia. As relações de afeto entre humanos torna simples a utilização do “eu te amo” quando não há nada mais do que um desejo de satisfação sexual e/ou de necessidade de ambas as partes. Este amor que como diria Jabor “dura umas três capas de “Caras”. Tudo tão seco, tão frio. Minha frieza é reflexo desta sociedade. Não quero dizer “eu te amo” para qualquer uma. Acho isto imundo, insano e até medíocre. Quero hesitar muitas e muitas vezes e dizer apenas um “te adoro”. Tenho uma idéia de que amor é eterno. Não acaba. Não dura três revistas. E até as mulheres, seres que considero místicos e até superiores ao homem, se entregam a essa falsa emoção, a esse falso amor, para depois fingirem que estão desconsoladas e se tornando o que chamo de “Homens Sem Membros”, vivendo sem amor em torno apenas do sexo. Tudo tão claro. Elas que deveriam ser inatingíveis, musas inspiradoras de “eus”-poéticos, amando e sendo amadas se tornam o que nós homens chamamos de “piriguetes”. O pior disto tudo é que elas acham isso natural. Que estão no século XXI, e que homens e mulheres têm direitos iguais. Puff... Acabam com a própria magia, o encanto só delas e culpam o avanço desta sociedade, altamente hipócrita. Fingem acreditar no amor até darem um pé na bunda ou levarem um. O Amor egocêntrico, esse Narcisismo exacerbado que nos levará a nada. Ontem durante minha reflexão diária noturna pensei comigo mesmo: se você tivesse um pedido para fazer a um gênio da lâmpada, o que pediria? Pensei muito. Possíveis respostas apareceram rapidamente como dinheiro, fama, sucesso, mulheres... Tudo que parece trazer felicidade. Mas isso não me traria a felicidade por completo... Mas afinal o que é felicidade? Para muitos é tão fácil conseguir - lá mesmo sem dinheiro e status, outros possuem grana e fama embora não sejam felizes. Voltando a minha primeira pergunta o pedido, o que queria era ser normal, neste mundo louco e fingido, nesta eterna ficção, neste faz de conta magnífico de uma sociedade futurista sem futuro nenhum. Queria apenas racionalizar menos, “amar” mais, não o Amor que existia outrora, mas este “amor” banal tipo século XXI. Queria deixar emoções me levarem e ser menos “robô” e mais “Humano”. O que somos? “Homo Andróides”.

21 julho, 2008

Música da Semana: Poema


Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com seu carinho
E lembrei de um tempo...

Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo em que era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via um infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim (que não tem fim)

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

Poema - Cazuza cantada também por Ney Matogrosso

Para escutar clicar no título... Link pro youtube.



Crônica de Fé e Religião....


Muitas pessoas se julgam racionais demais para acreditar em algo abstrato... Outros mesmo racionais sabem que, o que não se consegue atribuir à ciência, é divino. Outros acham que Deus é apenas para os pobres desiludidos, sem cultura, ou quem não têm inteligência... Alguns apenas acreditam em Deus para buscar algum tipo de salvação de uma ideologia criada pelos homens... Se pararmos para analisar, quem criou a igreja foi o homem... Mas a fé criou algo... E quem diria alguns milagres ou fatos inexplicados pela razão humana ocorreram, ocorrem e ocorrerão... Como pode uma pessoa levar um tiro na cabeça e não sofrer nem seqüelas? Tem explicação científica pra isso? Organismo forte talvez? Eu diria que a pessoa não estava no dia certo pra morrer quem controla o destino é Deus, isto é um milagre... E Não me refiro às dores na perna, nas costas ou na cabeça retiradas por pastores que dão um Show da fé...

Crer ou não crer eis a questão...

Não sou nenhum fanático religioso e nem tão pouco sou um ateu... Discordo em muitos pontos de várias igrejas e até de Doutrinas mais "evoluídas" como o Espiritismo... Não acredito que apenas por eles exista a "salvação” se é que existe salvação... Para me criticar tem de ter mais fé do que eu... Neste ponto, refiro-me também a pastores hipócritas que se julgam os únicos que tem conhecimento de fé verdadeira e da “salvação” e acham que apenas eles podem proferir a palavra de Deus... Alguns se dizem donos da verdade, dizendo que dançar músicas de baixo calão, ficar, entre tantas outras coisas é coisa do Mal... Mas quem ditou o mal? Quem sabe o que é o mal se isso tudo é uma ideologia humana... a religião foi criada pelo homem, já a fé é outra história. Particularmente atribuo a Deus tudo que não seja do meu conhecimento racional... Isso pra mim é o divino... A verdade é que a fé é indispensável na vida de um homem... A igreja é que deve ser repensada por nós... Não quero dizer que Deus existe... Mas tudo que você quer pode existir... Basta querer, basta ter fé...


Gilberto Junior

11 julho, 2008

Música da Semana: I remember (trad.)


I remember it well
Eu lembro bem disso

The first time that I saw
A primeira vez que eu vi

Your head around the door
Sua cabeça em torno da porta

'Cause mine stopped working
por que a minha parou de trabalhar

I remember it well
Eu lembro bem disso

There was wet in your hair
Estava molhado seu cabelo

I was stood in the stairs
Eu fiquei na escada

And time stopped moving
E o tempo parou de passar

I want you here tonight
Eu quero você aqui hoje a noite

I want you here
Eu quero você aqui

'Cause I can't believe what I found
Porque eu não posso acreditar no que eu achei

I want you here tonight
Eu quero você aqui hoje a noite

I want you here
Eu quero você aqui

Nothing is taking me down, down, down...
Nada esta me levando pra baixo, baixo, baixo...

I remember it well
Eu lembro bem disso

Taxied out of a storm
Capotando fora de uma tempestade

To watch you perform
Para ver sua performace

And my ships were sailing
E meus navios navegavam

I remember it well
Eu lembro bem disso

I was stood in your line
Eu estava na sua linha

And your mouth, your mouth, your mouth...
E a sua boca, sua boca, sua boca ...

I want you here tonight
Eu quero você aqui hoje a noite

I want you here
Eu quero você aqui

'Cause I can't believe what I found
Porque eu não posso acreditar no que eu achei

I want you here tonight
Eu quero você aqui hoje a noite

I want you here
Eu quero você aqui

Nothing is taking me down, down, down...
Nada esta me levando pra baixo, baixo, baixo...


Except you my love. Except you my love...
Exceto você meu amor. Exceto você meu amor...

Come all we lost
Vem tudo o que perdemos

Dive into moss
Mergulhe no musgo

I hope that my sanity covers the cost
Eu espero que minha sanidade cubra o custo

To remove the stain of my love
Para remover a mancha de meu amor

Paper mach?
Papel mache?

Come all we reborn
Vem tudo, nos renascemos

Blow off my horn
Explodam o meu chifre

I'm driving real hard
Eu estou dirigindo realmente louco

This is love, this is porn
Isso é amor, isso é pornográfico

God will forgive me
Deus irá me perdoar

But I, I whip myself with scorn, scorn
Mas eu, eu chicoteio-me com desprezo, desprezo

I wanna hear what you have to say about me
Eu quero ouvir o que você tem a dizer sobre mim

Hear if you're gonna live without me
Ouvir se você vai viver sem mim

I wanna hear what you want
Eu quero ouvir o que você quer

I remember December
Eu lembro de dezembro

And I wanna hear what you have to say about me
E eu quero ouvir o que você tem a dizer sobre mim

Hear if you're gonna live without me
Ouvir se você vai viver sem mim

I wanna hear what you want
Eu quero ouvir o que você quer

What the hell do you want?
O que você quer afinal?


Damien Rice & Lisa Hannigan- I remember

para ouvir a música é só clicar no título...Link pro youtube...

A flor


Em um instante pueril
Viajo por entre as flores
Que para mim não são belas
Pois flor mais bela daquelas
Não se encontra neste jardim
Este que só é lindo de dia
Pois a noite é fria e sombria
E as flores apagam no brilho
Que tão só ilumina o jardim
De noite vira uma floresta
Floresta que guarda mistérios
Como uma fera isolada
Vivendo na noite apagada
Que procura e não encontra
Pois a noite luta contra
O exalar da bela flor
Que de tão bela encata a fera
Resumindo o seu sofrer
Buscando razões para viver
E vivendo de tanto chorar
Tentando esta flor encontrar
Para quem sabe um dia
O seu feitiço quebrar
E no exalar desta flor
Descobrir o que é amar

30 junho, 2008

Música da Semana - Same Mistake


Enquanto me reviro em meus lençóis
E mais uma vez não consigo dormir
Saio pela porta a caminhas pelas ruas
Olhar as estrelas abaixo de meus pés
Recordar os justos que eu tratei injustamente
Então aqui vou eu


Olá, olá

Não há nenhum lugar aonde não possa ir
Minha mente está enlameada mas
Meu coração é pesado, ele mostra
Eu perco a trilha que me perde
Então aqui vou eu

oo oooooo ooo ooo oo oooo...

E assim eu mandei alguns homens à luta,
E um voltou tarde da noite
me disse "tê-lo visto meu inimigo?"
perguntou: "ele se aprecia comigo?"
Assim eu saí fora para me cortar
E aqui vou eu

oo oooooo ooo ooo oo oooo...

Eu não me estou pedidndo por uma segunda
chance,
Eu estou gritando à plenos pulmões
Me dê a razão, mas não me dê escolha,
Porque eu farei apenas o mesmo erro outra vez,

oo oooooo ooo ooo oo oooo...

E talvez um dia nós nos encontremos
e iremos conversar e não apenas falar
Não compre as promessas
Porque eu não as cumpro
e minha reflexão me incomoda
e aqui vou eu

oo oooooo ooo ooo oo oooo...
Eu não me estou pedidndo por uma segunda
chance,
Eu estou gritando à plenos pulmões
Me dê a razão, mas não me dê escolha,
Porque eu farei apenas o mesmo erro outra vez,


oo oooooo ooo ooo oo oooo...

enquanto me reviro em meus lençóis
E mais uma vez não consigo dormir
Saio pela porta a caminhas pelas ruas
Olhar as estrelas abaixo de meus pés
Recordar os justos que eu tratei injustamente
Então aqui vou eu


James Blunt- Same Mistake (Traduzida)