
16 janeiro, 2010
"Parabéns Coroa!"

11 dezembro, 2009
Pensamentos curtos...
Vontade de um abraço (Mudanças...)
Estranho ver como as coisas mudaram e mudarão sem eu estar por perto para acompanhar. Sinto-me feliz em saber das novidades, e de que o tempo passa não apenas para mim na Suíça. Mesmo sabendo que as coisas serão bem parecidas num contexto geral, tenho ciência de que as coisas mudaram muito, para com algumas pessoas. O mundo não parou porque vim para a Europa, muito pelo contrário, são novidades atrás de novidades. Coisas que talvez ocorreriam com a minha presença aí, já que não interfiro diretamente nas vidas dos meus amigos, e da minha família também. É legal ter tal sentimento, embora às vezes me corroa por dentro com vontade de cobrar, parabenizar, abraçar e até simplesmente ouvir algumas vozes que no momento me parecem extremamente doces, como o canto dos pássaros que ouvia quando criança. Ao ligar pra dar os parabéns para duas amigas minhas, e ouvir suas vozes mesmo que tenha sido por poucos minutos ou até mesmo segundos, pareciam acordar o meu lado emocional. Parecia ter sido acalentado sem alguma explicação racional e lógica para o meu ceticismo. É até bom descobrir que tenho um coração...Mas já dizia Fagner: “Dividido entre a esperança e a razão”. Vontade de ganhar um abraço verdadeiro... Voilà...
Meio bossa nova e rock'n roll.
Umas estranhas sensações tomaram conta de mim por esses dias. Sinto-me envelhecido, entorpecido e admirado. Como diria Cazuza estou meio bossa nova e roac’n roll. Vejo como se o tempo passasse e eu não o acompanha-se. Sinto me triste, muito triste, mas não deixo transparecer. Pela primeira vez senti saudades do Brasil de verdade. Não planejo mais nada. Apenas deixo as coisas acontecerem. Descobri um novo “Eu” dentro de mim. Um “Eu” mais emocional, o qual admira as folhas amarelas que caem no outono, como se estivesse dopado. Minha mente apesar disso está longe. Admiro com o par de olhos negros que tenho, mas não estou ali, mesmo estando. Perco meu tempo pensando bobagem, querendo corrigir a mim mesmo, corrigir o meu passado, que infelizmente não pode mais mudar. Estou de lua, mesmo sabendo que tenho o dom de controlar o meu humor. Vejo que então sou tão ser humano quanto todo mundo. Vejo que sou falho (muito falho). Sorrio secamente, o que estraga meu principal cartão de visitas. Choro por dentro. Queria quebrar a rotina. De alguma forma estou feliz com isso. Eu não sou diferente. Mas também não sou igual. Percebo que a vida é apenas uma piada. Não sei se rio ou se choro pela graça, ou pela falta dela. De alguma forma penso que, quando e se eu voltar, tudo será uma versão de outra coisa, que achava conhecer... Igual e diferente. Talvez já nem me importe mais com isso. “What am I, Darling?”...é nesse trecho de uma música de Damien Rice que me perco. Descubro então que eu sou um louco, ou seria normal neste mundo virado de cabeça pra baixo? No meio de tantas descobertas descubro que posso enganar a todos, mas não a mim mesmo, o que me deixa um tanto irritado. Queria controlar a quantidade de dopamina no meu cérebro e quando tivesse escrevendo loucuras como esta, injetaria doses cavalares em meu corpo, sendo assim pararia de fazer o que mais amo e odeio ao mesmo tempo: pensar. Observo numa frase que gosto muito, uma verdade bem cruel: “A ignorância é uma benção!”. É me descobrindo, que me perco mais. Ao tentar desatar os nós da minha cabeça, enrolo me cada vez mais. Sou louco?! Talvez. Falo só em silêncio, construo diálogos, que na verdade são monólogos da minha pessoa com ela mesma. Divirto-me e me canso com tanta tolice. Não estou no meu mundo embora curta muito o novo. Não sou mais o mesmo. Ainda bem!
Revivendo o passado
21 agosto, 2009
Dois ponto zero
Vinte anos de existência para o mundo que já existiria sem mim. E sinto me como se já tivesse vivido tudo, mesmo sem ter vivido praticamente nada ou nada. Sinto-me entorpecido com tudo que a vida me deu e com tudo que consegui de alguma forma por lutar, por méritos ou por pura sorte. Carece de definição. Adoro esta frase que vi no orkut de algumas amigas minhas e sei que para mim hoje ela representa muito. Não me sinto triste, mas não necessariamente muito feliz. Foi meu primeiro aniversário longe dos meus pais, da minha irmã e porque não citar, dos meus queridos amigos. Talvez seja um pouco penoso este afastamento, mas será extremamente necessário para o meu futuro profissional e pessoal. Minha forma cética de racionalizar as coisas ficou mais desenvolvida, mas nem por isso tornei me menos humano. Apenas enxergo com outros olhos o mundo em que vivemos. Minha estadia em terras hélvéticas ainda mostra meu lado sentimental. Todos os dias até o presente momento penso em algo que está a milhares de kilometros do outro lado do oceano. Meus pensamentos de voltar, confundem-se com a vontade de evoluir como profissional e como pessoa. De forma alguma estou menosprezando minha cultura e meus valores adquiridos no Brasil, pois acreditem que um brasileiro só é patriota quando saí do Brasil. Aqui procuro sorrisos de um povo frio e seco. Nós brasileiros (e somos muitos, pelo menos onde me encontro), e latinos porque não, que animamos a linda Genebra. Também busco entender como pessoas que ganham 12000 francos suíços por mês (em torno de 20.000 reais), se suícidam e são completamente infelizes. Encontro a resposta neles mesmos, que têm carros, casas nos alpes, mansões... Eles não tem com quem compartilhar todos estes imóveis e nem mesmo o dom de trazer a felicidade para eles. Se isolam. Encontrando tal resposta encontro um grande pedaço (que ainda não é todo) de um significado de uma única palavra: Amizade. E hoje de manhã simplesmente ao ler belas palavras de felicitações e sentimentos “saudosistas” de algumas pessoas fiquei feliz, e lembrei que amigos, mesmo que não possamos vê-los ou tocá-los, estarão sempre lá desejando o melhor pra você. Agradeço a todos que lembraram, aos que me fizeram chorar com belas palavras, aos que ligaram, aos que apenas disseram parabéns. Obrigado.
17 agosto, 2009
Auschwitz...
Oswieçim, que é Auschwitz em Polonês, é o nome da Cidade onde estão localizados os campos de concentração (que infelizmente não são campos de concentração e sim de extermínio). Chegamos ao museu. Você não paga nada para entrar. Ao ler as placas na entrada explicando o que era Auschwitz, SS e os “habitantes” do local, você já começa a ficar chocado. Entramos no museu (que é o próprio campo de concentração). Seu humor já modifica naturalmente o que é perceptível nas fotos que tirei lá. Cada atrocidade comentada nas placas explicativas em cada local. Você imagina o sofrimento das pessoas. Logo na entrada se via uma casa onde a SS instalava um palco com atrações músicais para reunir os judeus e ficar mais fácil a contagem. Eram selecionados ali apenas os homens mais fortes que represntavam apenas 20% dos judeus para o trabalho forçado. O que restava do montante seguia direto para o banho de desinfectação (cãmara de gás) onde tinham seus pertences recolhidos, e suas cabeças raspadas. Entravam na câmara de gás (a qual eu tive “coragem” e entrei) morriam ali sem poder nada fazer. Após mortos tinham anéis e dentes de ouro arrancados e isso virava tesouro para o FDP do terceiro Reich. Dentro da mesma câmara seguiam para uma sala onde os corpos eram cremados. Tudo com a mais perfeita organização e naturalidade o que me deixou ainda mais chocados. Depois de cremados o pó dos corpos assim como alguns ossos que ainda sobravam (pois o processo tinha que ser rápido, pois chegava com uma rapidez inacreditável outra leva de judeus para serem exterminados) eram levados para cemitérios fantasmas em cidades próximas na Polônia. Tudo isso me já havia me chocado. Depois que saímos da câmara de gás o silêncio que já reinava se fazia absoluto. Achamos que nossa visita havia encerrado quando nos deparamos com outras salas (antigos dormitórios) estavam abertos. Cada prédio deste, tinha um tema como exilados de cada país, guerra na Polônia, condições de vida dos judeus, histórias dos judeus, torturas, provas do extermínio entre outras. Tudo com fotos e detalhado. Tudo explicado por escrito em inglês e polônes e hebraíco. O que mais me chocou além da camara de gás foram as salas da prova do extermínio, da tortura e da guerra na Polônia. Na primeira supracitada, havia fotos, fichas, malas, roupas, sapatos, panelas, óculos e outros bens dos judeus. Isso por si só já choca, quem dirá na última sala deste prédio onde simplesmente encontrei parte do cabelo que foi raspado da galera. Um misto de horror com náuseas me expulsou daquela sala. Na sala da tortura tinha fotos e quadros detalhando a vida dos que lá aguardavam pela execução, que tinha fotos de pessoas desnutridas por fome, relatos de humilhação (como transar com vacas, serem banhados de água gelada e saírem durante o rigoroso inverno, exposição dos corpos de pessoas que tentavam fugir entre tantas) e do trabalho forçado que eles faziam. E mais uma vez isso não é o que mais choca. Tem fotos das atrocidades cometidas por médicos nazistas como por exemplo trocar os olhos de pessoas, trocar o cérebro, e até ossos que não matavam as pessoas mas as deixavam aleijadas para toda a vida(ou o resto de vida que ainda os pertencia). E na parte do museu que relatava a guerra na Polônia mostra os massacres contra o povo que nada tinha haver com a germanização imposta por Hitler e eram exterminados com fuzilamento, mortes por fome e doenças. Nesta sala tinha ainda frases ditas pelo grande FDP dizendo que o alemão que tivesse pena (fosse simplesmente humano) seria condenado a ser tratado como um polônes. No corredor de saída vi os uniformes dos “condenados” a morte pendirados por linhas e por estruturas de ferro dentro do próprio uniforme o que aparentava que eles estivessem marchando para a morte. E o pior é que em todos as salas e em todos os prédios tem fotos de todos os condenados a morte pelo fürher. Saí já chocado do museu Auschwitz. Entrei no carro e vimos pessoas se informando sobre Birkenau. Birkenau é um segundo campo de concentração afastado da cidade 4 kms. Ele é infinitamente maior e infinamente pior do que Auschwitz. As pessoas após descerem do trêm já eram selecionadas e levadas para o banho da morte. As condições de vida ainda eram piores pois ao invés de prédios as pessoas viviam em cabanas de madeira alojadas em pequenos armários de tijolos com 1 metro de altura, 1,8 m de comprimento e 2 de largura. Um espaço que considero mínimo para uma pessoa era utilizado para no mínimo 4 pessoas e que eu apenas entrei mas não consegui resisti ao forte odor que tinha no local. Além do odor as condições de higiene eram mínimas ou não existiam. Os banheiros eram pequenos buracos alojados no cimento onde milhares de pessoas utilizavam. Os armários onde as pessoas dormiam eram de palha, onde a ploriferação de ratos e baratas era absurda. Tirei algumas fotos e sai rapidamente do local sem não antes pensar nos judeus que ali viveram, sofreram e morreram.
Penso agora quanto vale uma vida humana, e se somos realmente humanos. Penso que nunca mais serei o mesmo após ver do que o homem é capaz, e me pergunto onde vamos parar. Reflitamos!
Gilberto Junior
13 agosto, 2009
Dia dos pais! (Uma carta pra ele!)

Olá pai. Talvez esta seja a primeira vez (não sei se única ou última) que vou passar o dia dos pais longe do senhor, como me sinto por isso? Diria mal pois gostaria mais do que nunca te dar um abraço de dia dos pais. Talvez só percebamos a falta dos nossos entes querido quando estes estão longes e impossibilitados de vermos. Como começar um texto para um pai que diria ser o melhor pai do mundo. Talvez o senhor nem saiba mas tenho uma admiração pelo senhor que não tenho nem por mim, nem por mainha (que o senhor incoscientemente diz que gosto mais dela) e nem por Pinha. Pra mim o senhor é mais que um exemplo de vida. Gostaria de agradecer imensamente pelo carinho (mesmo que um pouco frio de ambas as partes), da educação, da instrução, da ajuda financeira (diria que foi mais do que uma ajuda e sim um esforço que possibilitou que eu esteja estudando na Europa agora) e por tudo que o senhor me ensinou e me orgulhou de ser. Mesmo que tenhamos diferenças gritantes que quebrem a perfeição que nunca existiu (a perfeição não existe nós que a criamos). Por exemplo o fato do senhor ser rubronegro (rindo a toa pois o Sportiminho tá na lanterna!) e eu ser alvirrubro (acredite que isso não é culpa de Flávio e que este último não soltará gracinhas quando eu voltar pois ele vai ouvir umas coisinhas de minha parte ou eu não me chamo Gilberto Junior.) , o fato de eu não ser seu advogado dos sonhos e ser apenas mais um professor de línguas, o fato de um dirigir perfeitamente e o outro ser apenas um simples condutor ou até o fato de eu falar línguas estrangeiras e tocar violão que é uma coisa que eu sei que o senhor se orgulha mesmo que um pouco mais de mim por isso. Diferenças simplesmente existem, mas não alteram o fato de você ser meu ídolo maior. O senhor não sabe o quão grande você é pra mim e para as pessoas que o rodeam. De Baía Formosa para o mundo. Saiba que mesmo com o pouco contato diário ou semanal visto que quase não nos viamos na semana, são os que me fazem mais falta até agora. Saiba que seu simples professor aqui em Genebra se orgulha muito e a cada dia mais do pai que tem. Saiba que te amo, não pela obrigação de um filho amar um pai e sim por ter motivos para tal. Amo-te não esquece disso. E lembre se o meu maior orgulho é carregar seu nome comigo acrescido de um Junior (sem acento). Beijos Painho e te amo.
Amo, gosto ou simplesmente suporto!
Desde que recebi a notícia de que iria pra Suíça nunca acreditei que iria. Tolice profunda ou era apenas uma forma tola de adiar o meu sofrimento por me afastar temporariamente ou até permanentemente de pessoas que amo, gosto ou até suporto. Engraçado que hoje faltam 8 dias apenas para a data de meu embarque. E eu que era a favor do pensamento de que as pessoas deviam saber que eu ia viajar, e não fingirem que tudo estava normal e depois simplesmente aceitar a minha partida, agi desta forma. A ficha as vezes caia. Mas na maioria dos dias mesmo este assunto sendo abordado com uma freqüência digna de uma notícia bombástica do plantão da globo, eu agia como se esta data nunca fosse chegar. Agia diferente do meu pensamento. Quando fazia alguma coisa que me lembrava diretamente a viagem,(como por exemplo, tirar o passaporte ou comprar as passagens) batia uma espécie de tristeza, de um saudosismo antecipado que me deixava em profunda depressão. E esses dias foram passando. As férias talvez me ajudaram um pouco ,do ponto de vista do afastamento diário que tinha com as pessoas da minha faculdade. Mas de alguma forma, ainda penso que se estivesse em aulas, poderia ter vivido mais com essas pessoas maravilhosas. Alguns pensariam que é melhor assim, pelo fato de sofrer menos, mas eu penso que cada hora vivida próxima das pessoas que eu amo, gosto e suporto, são válidas, independente da separação, que nos deixará triste por um único momento. De alguma forma o tempo encolheu bruscamente e hoje vejo tento e com este afastamento consigo enxergar pontos positivos nesta viagem que outrora não via. Vejo meus pais já ansiosos cada um a sua maneira. Minha mãe fala na viagem a toda hora e já está preocupada, não consegue dormir bem e pensa no fator se eu não voltar. Meu pai, ri da minha mãe dizendo que ela vai morrer de saudades e que vai chorar todos os dias, tentando de alguma forma desviar a falta que farei pra ele. De alguma forma eu sei que ele quem mais sentirá falta de mim aqui
20 junho, 2009
Crônica do Fontes
São exatamente 6:49 da manhã do dia 19/05/09. Eu não entendo o por que ou até mesmo se há uma explicação racional para eu estar acordado e digitando estas palavras. Talvez não haja motivos ou razões para tal fato apenas há emoção. Acordei a princípio com frio e mesmo com os dois lençóis não consegui pegar o embalo de um sono novamente. Talvez por que ontem meu emocional tenha sido abalado novamente. Talvez por que hoje eu compre ou agende a data do meu embarque para Genebra. Ou simplesmente por perder o sono e ir ver como é a vida de quem acorda as 5:00. Estranho primeiramente o silêncio às vezes quebrado por galos cantando, junto a pássaros e as vezes som de pombos voando pra se proteger da chuva. Não precisei nem olhar a janela pra perceber o quanto de vida já há as 5 horas da matina. Tomei coragem e levantei com os olhos mais uma vez cheios de lágrimas ao acordar. Acho feio chorar na frente dos outros por que pra mim é um sinal de fraqueza. Choro só. Fui ao banheiro olhei meu rosto inchado e com os olhos vermelhos característicos de quem acabara de chorar. Lavei meu rosto e fui deitar no sofá. Estranho que minha gata também estranhando o fato de me ver de pé aquela hora da manhã foi ao meu encontro, deitou ao meu lado a princípio sem interesse de chupar o dedo (Mania que ela tem, pois ela foi tirada do peito). Fiz carinho enquanto ela me olhava e depois ela virou de costas e ainda fazendo carinho percebi que ela “ronronava”. Dei um leve sorriso. Voltei ao quarto para pegar um lençol e me cobrir. Não estou acostumado com a temperatura desta hora da manhã. Cobri-me e tentei cochilar, mas uma espécie de saudade futura começou a me assolar. Lembrei de algumas pessoas que estão diariamente ao meu redor. De como essas pessoas talvez nem saibam o quão importante elas são. Pensei desde a primeira pessoa do ônibus que me leva a Nazaré até ao meu “irmão” que também vai neste busão. Pensava “nela” também. Lágrimas voltaram a rolar sobre o meu rosto. Pensando que por um mês terei que curtir essas pessoas intensamente. Que quero ter lembranças mais que eternas delas. Por exemplo, as lembranças das tagarelices legais, de Clarissa que chamava de animadora da parada, mas que dormia logo que sentava no busão, de Sérgio o presidente da oposição que aprendi a respeitar com o tempo. O quase sério e as vezes confuso e sempre apaixonado Josemir. Como os sorrisos de Flávia e Suzaninha que mal falo no busão, mas que ganhava ao embarcar no coletivo. Como a cara de poucos amigos de Ben Hur que deve ser legal, mas nunca trocamos uma idéia. A cara fechada de Késia que sempre esconde o belo sorriso que ela tem. O primeiro aperto de mão que ofereço ao entrar no busão ao meu amigo Osvaldo, vulgo Timbalada. Lembro também de acenar de leve a com a mão para Érika e Leonaria. Está última pegava o busão na mesma parada que eu, mas mudou-se neste meu último mês.Tinha Lane sempre nos cobrando independente do dia. Do primeiro sorriso de morder as orelhas, que era retribuído igualmente por Lívia e Mirelle. Do “gato selvagem” de Pri a me ver com ansiedade para ver Clarissa também. Do belo sorriso recebido em troca do carinho na cabeça que dava
22 março, 2009
Carnaval...(atrasado)
Oh quanto riso, Oh quanta alegria, mais de mil palhaços no salão... Na verdade bem mais que mil palhaços. Acho que esta letra define bem o que é o carnaval(ou pelo menos parte dele). Pessoas se livrando dos problemas e vivendo loucamente esta festa mesmo que sejam por alguns dias. Músicas velhas e saudosistas (e novas também), mas que parecem verdadeiros sucessos de um ano inteiro, pois mesmo (principalmente) com as drogas (Lícitas e ilícitas) são cantadas com um fervor admirável. Brincam todos, do rico ao pobre, das crianças aos velhos, do feio ao belo... Ah o Carnaval, de bocas que se procuram insaciavelmente sem muito lero-lero, apenas por que convém a esta época do ano. O carnaval em que homens cheios de problemas encontram uma evasão para os mesmos, pelo menos momentaneamente, e esquecem-se de procurar soluções, adiando as por 4 dias. Carnaval de paixões de 4 dias, que as vezes renascem das cinzas no ano seguinte... Carnaval que me deixa saudosista a cada quarta feira de cinzas ingrata, quando acaba com a nossa folia... E como diria um comercial de cerveja (Skol): “Carnaval é coisa pra bobo, feito eu e você”. Por este motivo, viva o carnaval. Viva a Vida... E para refletir vou deixar 2 (3) frases. A primeira é a letra de um frevo de bloco, e um trecho que gosto muito: “A nossa vida é um carnaval, a gente brinca escondendo a dor”. Espero que consigamos viver não só o Carnaval mais intensamente, e que cada vez mais escondamos as nossas dores. Neste carnaval, vi de tudo um pouco, vi sorrisos, sacanagem, lágrimas, e vi uma coisa que jamais vou esquecer (por mais besta que seja)... Estava na torre Malakoff quando me deparei com um redemoinho de vento que fazia confetes subirem, juntamente com um copo descartável... A cena não durou mais do que 30 segundos mais foi o suficiente para recordar do filme Beleza Americana (a cena do saco plástico), e da mensagem que é passada pelo personagem principal o senhor Lester Burnham quando ele morre. Ele relata que só pela forma como ele morreu, já era o suficiente pra ele ficar puto da vida, porém que há tanta beleza neste mundo, que a vida é bela. Assim passaram os momentos que ficaram eternizados em sua mente no mini-flashback antes de sua morte. É dito ainda no filme que “Isso pode não fazer nenhum sentido para você agora, mas fará um dia.” Por isso, peço-vos que eternizem cada momento da vida. Venho fazendo isso. Os momentos são únicos (e eternos). A segunda frase que deixo para a reflexão é uma que vi num jornal que custa 25 centavos (nem tudo é o que parece... O jornal é Mara.). A frase ficava na sessão de humor e vinha como reflexão mesmo. Era assim “A gente nasce sem pedir, e morre sem querer. Aproveite o intervalo.” Despeço-me então com um CARPE DIEM ou simplesmente HAKUNA MATATA.
P.S: Ao clicar no título, você verá a cena do saco plástico.
Gilberto Junior
21 janeiro, 2009
Voltando de um fatídico jogo nos aflitos
Voltando de um fatídico jogo nos Aflitos, deparo-me com integrantes da “torcida organizada”(Desorganizada!) Fanáutico brigando entre si e com seus aliados. Confusão sem motivo na Agamenom Magalhães. O motivo?! Algo que não vai mudar em nada o resultado do jogo, e nem vai melhorar em nada nossas vidas. Acho que está é a maior tolice do ser humano. O seu instinto de querer aparecer mais que o normal e causar pânico em pessoas que não tem nada haver com tal confusão. Pura babaquice. E na maioria das vezes não são torcedores. São marginais vestidos com cores dos times dos seus corações. Chegando ao Derby, estes “Animais” (se é que posso chamá-los assim...) ainda causavam pânico a quem passava pelo local. Chegavam os ônibus que paravam e estes falsos torcedores subiam pela última janela do ônibus, sem pagar passagem e por que não assustando os passageiros comuns que estavam na traseira do coletivo. Nunca fiquei tão feliz, depois dos sustos que tomei nesta noite (tudo bem que sou meio mole!). O batalhão de choque chegou e viu a cena. Agora imagine um busão cheio de policiais (que devem amar trabalhar num domingo e num jogo de um rival, pois pela forma de como batiam nos “torcedores” eram rubro negros!). Já viu que quem entrou pela janela desceu debaixo de “cacete”, ou melhor, de cassetete. Não acho legal a polícia bater daquela forma, mas naquela hora me senti feliz com a não impunidade mesmo que momentânea que ocorrerá ali, diante dos meus olhos (momentânea, pois sei que no próximo jogo, mesmo apanhando, as figurinhas continuarão fazendo a mesma coisa). Pra coroar com chave de ouro (Ou de bosta como queiram!), subi num CDU/Boa viagem/Caxangá, que voltava da praia (Não preciso dizer que estava lotado preciso?!) e cheio de figuras do mal posso dizer assim (pra não dizer outra coisa). Quando subi no busão com minha camisa do Náutico e ultrapassei a catraca (que arrependimento!) começaram a cantar musiquinhas indecorosas com o meu time que sempre tinham como rima o meu orifício anal. O cobrador disse que não deveria ter passado a catraca (embora na sua cara estivesse estampada uma felicidade tranquilizadora por ter um novo bode expiatório para as musiquinhas, que outrora eram relacionadas ao “defecador” dele...e do motorista). Tive medo de apanhar de “torcedores” que habitavam o DETRAN e eram da uniformizada do rival do meu Clube. Contei umas quatro peças com a camisa da Jovem (Se a Fanáutico já não presta, a Jovem então só não tem flor que se cheire!). Os “passageiros” gritavam e até brigaram dentro do busão, causando pânico e histeria. Já os passageiros comuns, preferiam fingir que tudo é normal e que era apenas mais um jogo e mais uma volta conturbada do trabalho. Já eu tentava entender aquela situação embaraçosa, e tentava calcular o QI daqueles seres, tanto do ônibus, quanto os “torcedores” da Fanáutico. Não os julgava (Talvez os julgasse!) apenas tentava entender o porquê de tudo aquilo, ou achar culpados. Acabei por desistir e aceitar. Situação engraçada?! No mínimo rotineira. É só pegar um coletivo (recomendo esta linha) em dia de jogo. Talvez assim vocês me entenderão.
Pra ver um vídeo da pior tocida daqui de Recife clique no título!
abraços!
27 dezembro, 2008
Música da Semana: Happy Christmas(War is Over) Trad.
E o que você fez?
Outro ano se passou
E um novo acabou de começar
E então chegou o Natal
Espero que você se divirta
Com os próximos e queridos
Os velhos e os jovens
E um muito Feliz Natal
E um próspero Ano-Novo
Vamos rezar para que ele seja bom
Sem medo nenhum
E então chegou o Natal
Para os fracos e os fortes
Para os ricos e os pobres
A estrada é tão longa
E então Feliz Natal
Para negros e brancos
Os amarelos e os vermelhos
Vamos todos parar de brigar
E um muito Feliz Natal
E um próspero Ano-Novo
Vamos rezar para que ele seja bom
Sem medo nenhum
E então chegou o Natal
E o que você fez?
Jonh Lennon, mas cantada por Damien Rice se clicar no título.
Feliz Natal?!
Este Natal foi um tanto quanto diferente dos Natais de outrora. Não fiquei ansioso, nem liguei pra falar a verdade. Este ano estou aguardando 2009 apenas por aguardar... Como se fosse apenas mais um ano, embora tenha certeza que vai ser muito diferente dos que já vivi. Terei responsabilidades... Mas voltando ao Natal, antes (muito antes mesmo) esperava o papai Noel com ansiedade. Arrumava meu quarto e colocava meus sapatinhos e meias na janela e tentava não dormir aguardando o bom velhinho. Sempre sem sucesso. Acordava com bons presentes na minha cama e os sapatinhos no lugar. Brincava sem a frustração de não ter conhecido o ser mais místico do Natal. Bate um saudosismo. Certo dia eu ganhei uma bicicleta de Natal e meu pai frio como sempre me quebrou o encanto e tornou real minha desconfiança da não existência do velho Noel. Meu pai chegou com a bicicleta eu abri a porta e perguntei por que papai Noel não havia esperado de Madrugada. Ele disse que quem havia comprado a bicicleta era ele. Não queria dar os méritos do seu suado trabalho para uma figura que nem existia. Apenas sorri. Bate um saudosismo desta época. Ou já mais velho quando não ganhava mais presentes de Natal, mas ficava ansioso para vestir minhas novas roupas na Ceia com a família. Ou até na época de nervosismo, na qual esperava o resultado da escola, mais exatamente o resultado da recuperação. Hoje não tenho esse tipo de preocupação. Cada vez menos ligo para o Natal. Pra falar a verdade gosto cada vez menos. Uma época capitalista, onde pessoas fingem receber um tal de espírito Natalino para serem boazinhas, por uma semana apenas. Depois voltam a realidade cruel e ninguém mais ajuda ninguém. Este Natal também foi diferente por uma besteira que senti falta... (Muita falta), minha mãe foi operada e não armamos a Árvore de Natal e nem o presépio. A casa ficou vazia, e a gata sem ter com o que brincar. Acho que a pobre da gata foi quem mais sentiu falta do Natal. Mas assim como as pessoas, ela também perdeu o encanto. Nem a ceia foi a mesma. Meu pai chegou atrasado, mas ainda sim foi o primeiro e com fome e já alterado por algumas doses de uísque, atacou o peru e o deixou sem coxas e asas (O que garantiu a piada do meu tio em chamar o peru de Peru aleijado). No fim das contas todo mundo jantou individualmente e não houve reza e nem ceia. O que pra mim era ainda podia ser o Natal, virou o encontro familiar do dia 25... mas já vale. Aguardo agora o Réveillon, onde todos fingem esquecer os problemas de 2008 e de 2009 que virão. Vou começar enchendo a cara de Sidra (A melhor parte da virada de ano). A todos um Feliz 2009 e boas festas por que não!
26 outubro, 2008
Música da semana: P5hng me A*wy (tradução)

P5hng me A*wy (tradução)
Quando eu olho em teus olhosNão há nada para ver
Nada mais que meu próprio erro
Fitando de volta para mim
Eu menti para você
Este é o último sorriso
Que eu vou fingir pelo sacrificio de estar com você
(Tudo cai distantemente/Até as pessoas que nunca reclamam
Geralmente se esgotam/Tudo tem que acabar)
Pelo sacrifício de estar com você
(Voce logo irá perceber que estamos com o tempo esgotado/Olhe tudo se desenrolar/
Tudo cai distantemente/Até as pessoas que nunca reclamam/
Geralmente se esgotam)
O sacrifício nunca é reconhecido
Refrão:
Por que eu fico aqui quando você apenas me afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim
Eu tentei como você
Em fazer tudo o que você queria
Esta é a última vez
Que eu vou ter a culpa pelo sacrifício de estar com você
(Tudo cai distantemente/Até as pessoas que nunca reclamam/
Geralmente se esgotam)
O sacrifício de esconder uma mentira
(Tudo tem que acabar/Você logo perceberá que estamos com o tempo esgotado
Para olhar tudo se desenrolar
O sacrifício nunca é reconhecido
(Refrão)
(Essa psicologia, falhando miseravelmente, é tão duro ser deixado sozinho..
estou te dizendo que é a unica chance para mim, não tem nada deixado mas encare o tempo)
Quando eu olho em teus olhos
Não há nada para pra ver
Nada mais que meu próprio erro
Fitando de volta para mim me perguntando...
(Por que, o sacrifício de esconder uma mentira, o sacrifício nunca é reconhecido)
(Refrão 2x)
Linkin Park- P5hng me A*wy (tradução) - Live in Texas
Clicar no título pra escutar! Recomendo!
24 outubro, 2008
Quanto custa uma bala ?! (Sociedade)
Sociedade, Argh! Como tenho embrulhos estomacais ao ouvir tal palavra! Como insistimos em viver todos juntos, fingido estar em paz e que “concordamos” com tudo mesmo sendo tão diferentes? Irrita-me essa “perfeição” fingida. Separamo-nos por tudo: Sexo (também estou contando com os homossexuais!!), Idade, Classe Social, Religião, e até clubes de futebol... (essas duas últimas nos animalizam!) , Mata se e morre-se por religião, e torcidas (especialmente as organizadas) vivem se agredindo física e moralmente. Somos Animais. ( ?!/ ! /? ) E o amor?! (só pra variar né?! ). Esta semana fiquei observando o caso Eloá Pimentel, e passei a ter mais um ângulo de visão sobre o amor. Tive a ideia* (a grafia ta correta depois da palhaçada da reforma ortográfica) de que o amor é contraditório e uma doença também. O contraditório já foi “explicado” na crônica “O Que é o Amor” (ele existe, surge, é um ideal, uma fantasia.). Já como doença, este caso me reabriu os olhos. Não sei se por loucura do Lindenberg ( o assassino filho da P*¨%$.) Um amor que existia de forma doentia inexplicavelmente na cabeça de um homem ciumento acabou de maneira trágica. O assunto Eloá ainda ecoa na mídia e me traz uma outra idéia* (meu protesto contra a reforma da língua Portuguesa), Segurança Pública. Segundo alguns especialistas a morte da adolescente e os danos (físicos e por que não psicológicos) a Nayara, poderiam ter sido evitados com apenas uma bala de um atirador de elite (Quanto custa uma bala?). Isso me deixa irritado, muito irritado. Tanto quanto ouço a palavra Sociedade (yuck!). Nos EUA, destruidor de sonhos (como devo chamar aquele FDP agora!), já estaria morto e tudo resolvido sem danos maiores. Porém nossa Burocracia ( Burocracia Mental eu diria!), acabou encerrando o caso de maneira caótica. Por isso que não saímos do lugar. Somos o novo gigante dos pés de barro (Em minha opinião somos o Gigante do Cérebro de Argila!). Isso tudo deve-se em parte a outra porcaria chamada Mídia (Argh!).Se a polícia atirasse (deveriam ter atirado em minha opinião!) fariam matérias do tipo “Sequestrador trabalhador é assassinado por polícia despreparada por lutar pelo amor da Ex!” (“Viva” o sensacionalismo.)/(quanto a polícia ela é despreparada mesmo). E o Pior de tudo isso?!?! A sociedade (Argh!) concordaria com isso e fariam protesto contra a polícia (que merece vários protestos assim como os governos). Hoje reclama da mesma forma da polícia dizendo que uma bala bastaria e salvaria uma vida inocente (Que Deus a tenha). Antes atirassem mesmo, pois uma bala custa pouco materialmente comparado a um caixão, custos hospitalares de ambas, o preço gasto com o canalha na cadeia...sem falar na dor dos parentes e amigos da jovem... Uma bala (Quanto realmente custa uma bala?![2] )... Mais uma vez pratico o meu conformismo diante da minha impossibildade de não poder fazer nada, e vou dormir esperando que a Sociedade (yuck, Argh!) acorde para sairmos do atraso mental ( burocracia mental soou melhor né?!) em que vivemos. No mais, sem mais.
Gilberto Junior
11 outubro, 2008
Música da Semana: The Professor (trad)

O Professor
Bem, eu não sei se eu estou errado
Porque ela acabou de ir embora
Um brinde à outro relacionamento
Bombardedado pela minha excelente raça de gametas
Eu tenho certeza que quando eu for mais velho, eu vou saber o que isso significa
Chorei quando ela deveria ela e ela riu quando ela pôde
Um brinde ao homem com a cara na lama
E um jogo nublado acabou de ser levado embora
Do amante apaixonado no centro do palco, yeah
Amar é legal se você tem tempo
De andar com pernas de pau no limite da sua mente
Amar é legal se o seu pinto é feito de madeira
E o pinto lá dentro só compreende metade dela
O que faz ela vir e o que faz ela ficar?
O que faz o animal correr, correr pra longe
O que faz ele cavalgar, o que faz ele permanecer
E o que agita o elefante agora
E o que faz um homem?
Eu não sei, eu não sei, eu não sei
Não eu não conheço você mais
Não, não, não, não...
Bem, eu não sei se eu estou errado
Porque ela acabou de ir embora
Porque essa merda de dia está demorando tanto?
Eu era um amante do tempo e uma vez ela foi minha
Eu era um amante com certeza, eu estava coberto de ervas
Chorei quando ela deveria ela e ela riu quando ela pôde
Mais perto de Deus é aquele que se apaixona
E eu caminho porque eu posso
Várias opções podem matar um homem
Amar é legal se isso não está na sua cabeça
Mas eu já me fodi com isso, várias vezes
Amar é legal se não é compreendido
Mas eu sou o professor
E eu sinto que eu deveria saber
O que faz ela vir e o que faz ela ficar?
O que faz o animal correr, correr pra longe e
O que faz ele coçar longe de suas agulhas
E o lado mais solitário da vara do ciumento
Eu não sei, eu não sei, eu não sei
Não, eu não sei, eu não sei, eu não sei
Não, eu não sei, eu não sei, eu não sei
Droga, eu não conheço você mais
Não, não, não, não...
Bem, eu não sei se eu estou errado
Porque ela acabou de ir embora
Um brinde à outro relacionamento
Bombardedado pela minha excelente raça de gametas
Eu termino isso com um pouco de vinho francês e queijo
A garota dança
Quando ela brinca comigo
E eu penso que a amo às vezes
O silêncio, não ousa dizer
Quando estamos juntos
Coloca as palavras
Em um pequeno descanso
Damien Rice - The Professor
Clique no título pra escutar!
A Flor

Em um instante pueril
Viajo em um jardim de flores
Essas pra mim não são belas
Pois a flor mais nela daquelas
Não se encontra em meu jardim
O qual só é lindo de dia
A noite é fria e sombria
E as flores se apagam no brilho
No brilho que vem da lua
A iluminar o lindo jardim
Durante a noite vira floresta
Floresta a qual guarda mistérios
Como uma fera isolada
Vivendo na noite apagada
Fera que procura
Mas não encontra
Pois a noite luta contra
O exalar da bela flor
De tão bela encanta a fera
E continua seu sofrer
Buscando razões para viver
E vivendo de tanto chorar
Tenta esta flor encontrar
Para quem sabe um dia
Seu feitiço quebrar
E no exalar desta flor
Talvez descubra o que é amar!
Gilberto Junior
12 setembro, 2008
Música da Semana: Nude (trad.)
NuNão tenha grandes idéias
Elas não vão acontecer
Você se pinta de branco
E sente-se com problemas
Mas ali estará alguma coisa faltando.
Agora que você encontrou, se foi
Agora que sente isso, não sentirá
Você vai sair fora dos trilhos
Então não tenha grandes idéias
Elas não vão acontecer
Você irá para o inferno pelo o que sua mente suja pensa.
Cantado algumas vezes por Thom:
Ela está totalmente despida e te chama para a cama
Não vá, você só vai querer voltar.
Radiohead (mais uma vez...) - Nude
Clicar no título pra ouvir no youtube
O Assalto
É verdade, caros leitores, entrei para a triste e enorme lista de assaltos no Recife. Ontem voltava da faculdade e vim andando como sempre fazia. Vi um cara mal encarado e atravessei à avenida, ele veio atrás dizendo que queria celular e carteira. Eu calmamente disse que estava sem celular e ele com a mão para trás fingindo ter uma arma dizia passa o celular e carteira, já com um tom de voz alterado. Nervoso, acabei “escapando” e dei apenas o meu “querido” V3. Dias depois do assalto, mais calmo, lembrei-me do pedinte. Não o de semanas atrás (também me lembrei dele), mas, do pedinte cego que adentrou no ônibus da volta do trabalho no mesmo dia. Tal pedinte trabalhava (mesmo sendo cego). Pedia ajuda para que as pessoas comprassem as pastilhas que custavam 0,50 centavos e disso ele tirava uma “merreca” no fim pra comprar os colírios de seus olhos. Já o meliante o qual me abordou se é que posso ou quero chamá-lo assim não tinha nem minha idade (embora não fosse tão novinho) e condições perfeitas para o trabalho, o que me dá mais ódio. Dois dias depois, passo pelo mesmo local desta vez de ônibus voltando do jogo. O mesmo estava lá tentando fazer novas vítimas. O que fazer? Mandar “apagá-lo”? Dar um “corretivo” nele? Pensei seriamente nestas duas decisões. Convenceram-me de que apagá-lo não ia trazer meu V3 de volta. E Que espancando ele só ia trazer uma revolta pra ele, mas que ele não ia parar (se bem que essas duas opções me tirariam pelo menos um pouco a idéia de impunidade). O que fazer então?! É, já tentei mudar o mundo... Por fim cheguei à seguinte conclusão: O mundo está perdido. Não há solução. O jeito é me conformar ou tentar (sou conformista assumido). Comprar outro celular pra chegada de um outro “dono” e levar o suor de meus pais e por que não o meu, e também fazer parte desta sociedade (como tenho raiva ao ouvir tal palavra), em que até os que a comandam não prestam. Olho nestas eleições. Não vamos mudar o mundo, mas podemos melhorar. E quando, penso nestes safados lembro-me do ceguinho, da senhora que achou minha carteira e devolveu e volto a me iludir no que chamei de “Sociedade Futurista Sem Futuro”. Pra não esquecer, o conformismo é um mal...Mas já estou “conformado” com isso.